quinta-feira, 9 de abril de 2009


ficarás a olhar a água comigo, e molharás teus pés, sem medo que os peixes nos beijem os dedos. quando a noite cair, voltaremos para casa, com as mão apertadas uma noutra e tu me contarás das histórias das estrelas e eu fingirei que não entendo de constelações. e talvez eu sinta frio talvez eu queira gritar e talvez eu chore tanto. mas eu sei que vais me emprestar a blusa, pra enxugar, o a voz pra gritar e o abraço pra esquentar. e quando der fome, ou gripe ou medo, terás corpo e remédio e olhos. e eu nunca mais precisarei entrar no mar sem me encharcar.